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2011
Lubna
Fizemos a pouco tempo uma resenha sobre Ranxerox – o robô mais punk de todos. Mas como ele não seria nada sem o grande amor da sua vida, e também atendendo pedidos, decidimos falar um pouco sobre Lubna.
Lubna, que também quer dizer deusa da Lua, no gibi Ranxerox de deusa não tem nada. Quando começou a ser desenhanda por Liberatore, tinha 12 anos e sua melhor amiga a chamava de “minifilhadaputa”.
Viciada, cabelos negros, seios pequenos, gênio difícil, ama e maltrata Ranx, e este faz sempre tudo por ela.
Claro que o gibi é muito mais do que uma simples obra surreal e violenta. Tamburiri ao criar seus personagens no final dos anos 70, em meio ao CAOS estudantil da Itália, imaginava o mundo coberto de idiotas, gays, drogas, sexo e muita música boa. Não levava em consideração a possibilidade de ser politicamento correto, afinal de contas, pra quê e por que já que o mundo está de pernas pro ar mesmo…
Quando o autor foi então indagado pela imprensa sobre o motivo de uma das cenas violentas em que RANX simplesmente espanca uma cigana vendedora de flores ele responde: “Que italiano nunca teve vontade de fazer isso?”
Lubna, que é viciada em heroína, imagino como uma antítese de Tamburini e Speranza, criador e colaborador da revista respectivamente, já que os dois morreram de overdose da mesma droga anos depois, como muitos outros jovens naquela época.
Após o período mais repressor da revolta estudantil ou cairam da luta armada ou se entregavam a Heroína que acabava de chegar na itália, e que muitos imaginam que foi introduzida pelo próprio governo, para terminar de uma vez com pensamentos e vontade de lutar dessa classe esquerdista e ativa.
Ranx não seria nada sem Lubna e talvez o contrário funcionasse da mesma forma. Um relacionamento interpessoal entre uma adolescente e um homem/robô violento, que nos remete a personagens e situações parecidas do cinema posterior ao lançamento da revista, não podendo deixar de imaginar que diretores e escritores não tenham ao menos ouvido falar desse casal violento.
Na litetarura, a mesma coisa. Neuromancer de 1984 de William Gibson não deixa de ter boas referências musicais, um futuro bizarro e complexo de entender.
Como o Post desta segunda-feira aqui no blog. A Vida é um remix…..
León, 1994 (O profissional), Luc Bessón – León (matador de aluguel) e Matilda (11 anos)
Wasabi, 2001 de Gérard Krawczyk – Hubert e Yumi
Blade Runner, 1982 de Ridley Scott – Deckard (policial) e Rachael (replicante)
Natural Born Killers, 1994 – Oliver Stone – Woody Harrelsone Juliette Lewis
An article by Matramba




















Não é que rolou mesmo um post da Lubna??? E na minha opinião bem melhor que o primeiro!
Gostei da análise dela ser a “antítese de Tamburini e Speranza”. Não tinha pensado por esse ponto de vista, mas é verdade, ainda mais porque a última história foi feita anos após a morte do criador…
Tentaremos manter uma linha de posts sobre quadrinhos. Obrigado pela audiência :>