Jul
26
2011

Exposição do Miles Davis no CCBB


 

Uau…

Que período promissor estamos atravessando!

Depois de muito tempo escondido dentro de cada um, ou no máximo em pequenas rodas de amigos, o jazz retorna a ter um espaço significativo dentro do cenário cultural nacional.

Não apenas pela quantidade de eventos sobre o tema, que só cresce e se ramifica, mas também pela assiduidade do público, o interesse, o intercâmbio…

São Paulo respira jazz através de poros exigentes, pulmões incansáveis e fôlego para nenhum respirador circular botar defeito.

Uma importante demonstração deste ávido sentimento está na chegada de uma exposição ao Centro Cultural Banco do Brasil ( http://www.bb.com.br/portalbb/home22,128,10161,0,0,1,1.bb) sobre o ícone emblemático e recriador de todos os estilos de jazz através dos tempos – Miles Davis. 

Nascido Alton, Missouri, em 26 de maio de 1926, iniciou sua carreira após o término da segunda guerra mundial, participando dos desenvolvimentos do ritmo até a década de 1990.

Trompetista introspectivo, supersticioso e extremamente criativo, ficou conhecido pelo seu estilo minimalista de tocar, o que também não tirava dele a capacidade de atingir alta complexidade de seu instrumento.

O evento é importado da França, país que concentra muitos admiradores de Miles. O curador da exposição, Vincent Bessières, diz que a intenção projeto é atingir os leigos e polir a imagem do artista perante os que já são fãs, justamente o que o público brasileiro necessita, uma iniciação para aqueles que estão dando seus primeiros goles na fonte, mas também um estreitamento dos laços para com os que já acompanham a vida e a carreira de Miles Davis.

A exposição “Queremos Miles” , que chega primeiro ao Rio de Janeiro (agosto de 2011) e posteriormente à São Paulo (outubro de 2011), é composta por oito partes, sendo que seis delas são casulos construídos na forma de uma surdina de trompete que contém músicas de todas as fases de Miles.

Além do conteúdo musical, a exposição também contempla artigos pessoais do artista, como quadros que ele pintou, capas de disco, roupas, e claro, sete dos seus trompetes, o saxofone utilizado por John Coltrane na gravação do eterno disco Kind Of Blue, de abril de 1959 e outras curiosidades.

Aqui em São Paulo tudo isso ocorrerá dentro do prédio do Centro Cultural Banco do Brasil, quem conhece o espaço já sabe o esperar, aqueles que ainda não tiveram o prazer, será uma excelente oportunidade.

 



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  • agora só resta esperar……

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