Sep
5
2011

Who is Clutchy Hopkins?


Seja Álvaro de Campos, Banksy, Clutchy Hopkins. Seja heterônimo, pseudônimo ou ator-ego. Isso mostra na verdade a tão necessária personificação do artista, seja ela na área que for, por mais quem ninguem saiba quem é. E a personificação dúbia ou duvidosa, ainda mais no mundo contemporâneo, parece que agrega ao artista. O simples questionamento de quem realmente é o envolve como uma perfeita embalagem de marketing.

Clutchy Hopkins é mais um desses, que poderá “morrer” sem ninguém confirmar quem ele realmente é e virar um mito ou aproveitar algum momento de baixa na carreira (do mentor) para promover criador e criatura.

A minha experiência inicial, se transformou em uma busca por quem ele seria, mas a foto de um homem de meia-idade, barbudo e camisa de flanela realmente não convence. Mas como tudo na vida existem os 2 lados, nada se pode afirmar, ou quase nada. O que não sobra dúvidas é a criatividade dos álbuns e experiência com os instrumentos ainda mais os étnicos, indo de encontro com a “lenda” que se formou em volta do nome.

 Clutchy Hopkins é supostamente um músico multi-instrumentista baseado na Califórnia. E como sua verdadeira identidade não é conhecida publicamente, as chances dele ser um pseudômino de um(s) produtor(es) ou Dj(s) conhecido(s) são imensas. Personagem intrigante, pouco se sabe sobre sua origem e há algumas versões sobre seu passado. Relatos dizem que ele mora numa caverna no deserto Mojave e outros afirmam que ele é filho de um produtor da Motown e que aprendeu inúmeras técnicas de gravação ainda jovem. Versões e versões.

Tudo começou no Youtube em setembro de 2006, com 12 faixas que completavam o álbum ” The Life of Clutchy Hopkins“, mas sem nenhuma referência. Um “white-label” para dizer quem supostamente vendia, um link no myspace, um hotmail aleatório e uma foto de um cara mal vestido.  

Em fevereiro de 2007, o blog http://idolator.com/ publicou um post breve sobre a música, descrevendo o EP seguinte ” MF Doom Meets Clutchy Hopkins” como “uma mistura de hip hop, beats indianos, faixas de guitarra e downtempo, que podem até enganar os fãs Portishead“. Especulava-se também que Clutchy poderia ser uma pseudônimo de DJ Shadow. Outras discussões nesta época entre blogueiros de música postaram que Cut Chemist, Madlib, Money Mark ou Shawn Lee poderiam ser responsáveis pela música.

Em 2008 foi o álbum “Walking Backwards“ com vocais de Darondo (outro músico com pseudônimo), seguido por ”Clutchy of the Tiger” com Shawn Lee (2008), “Music is my Medicine” com Lord Kenjamin (que também pode ser ou não, Money Mark?), “Fascinating Fingers” com Shawn Lee (2009) e “Story Teller” (2010). 

 

Também em 2008, foi lançado pela Porter Records o álbum “Odean Pope and the Misled Children“, muito similar ao som de Clutchy e com URL do Youtube muito similar ao mesmo. Mais tarde, outro álbum do Misled Children, “People Market” comprova-se essa “parceria”.

 

Jim Mahfood, desenhista e cartunista foi o cara por trás das capas dos álbuns dos seus recentes projetos.

Fonte:

http://www.clutchyhopkins.com/
http://www.myspace.com/whoisclutchyhopkins
http://www.jimmahfood.com/index.php
http://www.jimmahfood.com/pervert_train.php

Não vou me arriscar a palpites mas quem gosta de Money Mark, é a chance de se convencer:

 



 

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