Sep
16
2011

Nelson Leirner = 50 anos

Nelson Leirner volta a São Paulo para repassar, na Galeria de Arte do SESI-SP, sua brilhante e controvérsia trajetória. A mostra Nelson Leirner 2011-1961=50 anos apresentará, gratuitamente, obras dos anos em que o artista reinou absoluto no meio da arte. A exposição mostrará a trajetória do artista, destacando peças que entraram para história da nossa arte e, também a instalação inédita: “Um, nenhum e cem mil”, realizada ao longo dos últimos 15 anos. Considerado um dos artistas mais provocativas da história da arte brasileira, Leirner desenvolveu trabalhos iconoclastas, fundamentados no persistente desmantelamento da noção de arte, na crítica de seus processos e valores e, acima de tudo, na compreensão do seu caráter grandioso.

Entre os novos artistas brasileiro, ou pelo menos os que almejam algo e que entendem a arte Brasileira valorizando essa origem, Leirner se destaca pela provocação e mostra para os que que ainda tem um longo caminho pela frente que é possivel ser criativo, se destacar e ser reconhecido.

A exposição se compõem de três momentos decisivos da trajetória de Leirner: os primeiros anos, quando o artista mesmo fazendo uso de suportes convencionais – pintura, pintura/objeto e desenho – alcançam resultados; a segunda fase, de meados de 1965 até 1994, quando alcança a maturidade sob a forma de obra polimórfica (troca a noção de criação pela de apropriação), realiza happenings, performances, intervenções em espaço público até trabalhos pautados na paródia do circuito artístico, passando por ensino da arte e a compreensão do espaço pedagógico como extensão de seu trabalho artístico; e a terceira fase, inaugurada com a mostra retrospectiva de 1994, sua primeira exposição do gênero, quando utiliza objetos industriais, materializadores do repertório infinito proporcionado pelas empresas comprometidas com o imaginário social, de crianças aos adultos, cuja devoção encontra um poderoso apoio em imagens e estatuetas.

Em uma nova fase, o artista enxerga seu trabalho como um verdadeiro hobby, coroa-se com a realização da grande instalação “Um, nenhum e cem mil”, composta por objetos e trabalhos portáteis de toda sorte, a exemplo de colagens e intervenções gráficas realizadas sobre cartões postais, livros, revistas e tudo o mais que cai nas mãos do artista e o faz se sentir estimulado a acrescentar algo.

 

 Informações
Local
Galeria de Arte do SESI-SP
Avenida Paulista, 1313 – Metrô Trianon-Masp

 

Capacidade 100 pessoas

Recomendação Etária Livre para todos os públicos.

Temporada 6/09 a 06/11/2011
segunda-feira, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10 às 20 horas; domingo, das 10 às 19 horas
Entrada Entrada Franca
Agendamento Escolar
segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7439.
Agendamento de Indúsrias segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7439.

Sobre o artista

Nelson Leirner (São Paulo SP 1932). Artista intermídia. Filho da escultora Felícia Leirner e do empresário Isaí Leirner. Desde a infância, a arte moderna esteve muito presente em sua vida. Seus pais conviveram com boa parte da vanguarda brasileira e ajudaram a fundar o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e a Galeria de Arte da Folha.

Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952, onde estuda engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. De volta ao Brasil, estuda pintura com Joan Ponç em 1956. Freqüenta por curto período o Atelier-Abstração, de Flexor, em 1958. Em 1966, funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo, José Resende e Frederico Nasser. Ainda em 1966 Recebe prêmio na Bienal de Tokio. Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do grupo, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público. No mesmo ano, envia ao 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado e questiona publicamente, pelo Jornal da Tarde, os critérios que levam o júri a aceitar a obra. Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi. É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Ganha o prêmio Itamaraty na Bienal de São Paulo. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra, em 1971. Nos anos 1970, cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA o prêmio melhor proposta do ano. Em 1975 a APCA concede ao artista o prêmio APCA melhor desenhista e encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox, por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas. Em 1994 recebe o prêmio APCA de Melhor Exposição Retrospectiva do Ano. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1997, e coordena o curso básico da Escola de Artes Visuais do Parque Lage – EAV/Parque Lage, até o ano seguinte. Em 1998 recebe o prêmio Johnny Walker de Arte Contemporânea. Em 1999 representa o Brasil na Bienal de Veneza o que lhe abre portas para uma carreira internacional tanto em galerias como em instituições, dando continuidade ao que já acontecia no Brasil. Participa das mais importantes feiras de arte no exterior, tais como: Arco, Basel, Miami Basel, Dubai e expõe na Suíça, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, França e Estados Unidos. Em 2007 é reconhecido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) com o premio “ Trajetória de um artista” e em 2009 recebe uma homenagem do Instituto Cultural Itaú como “Artista Referencia“ com a exposição Ocupação. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_expo.asp

http://www.nelsonleirner.com.br/

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